Parece que o mundo
enlouqueceu, o tempo mudou, é um calor descomunal em certas regiões,
em outras o frio é absurdo, descalabros sociais acontecendo,
fenômenos naturais apavorantes destruindo tudo, tudo nos diz que as
palavras ditas pelo Filho de Deus parecem se cumprir. Mas o que mais
nos espanta nisto tudo são as religiões, estas ditas seguidoras de
um Deus que todos sabem ser amor. Eles, os líderes, fazem o
contrário, semeiam a discórdia e a intolerância, a falta de líderes
voltados ao amor de Deus e a prática correta do servir a Deus deixa
o povo como barata tonta. Não deveriam eles, os líderes, aprenderem
este dito: “O zelo por tua casa me consume” (João 2:17)?
Por que não guiar o povo
no caminho certo, com zelo, por caminho determinado por Deus? Por
que Deus, que é Senhor de todos, disto temos plena convicção, Deus,
que segundo dizem os líderes das religiões determina a paz, a
concórdia, o amor, não é seguido como se prega? Se os líderes, os
determinantes de feitos a serem seguidos pelo rebanho, se eles não
se entendem em suas opiniões, como os seus seguidores, a sua jóia
mais rara, podem se unir a eles tendo opiniões concordantes?
Se fôssemos visualizar isto na nossa nação, veríamos que entre as
autoridades católicas existe um oceano separando-as, se eles não se
entendem em suas opiniões, os fiéis como estarão, qual determinação
certa a seguir? Os fiéis escutam na igreja católica de um líder seu:
“procedam assim, pois isto é o certo”, vem outro além-mar e diz “é
desta forma, não deve ser assim”, e aí? As autoridades nacionais
católicas expressam as determinações de quem da Igreja Romana? Então
por que se falam, procedem da forma doutrinada pelo Vaticano, vêm
autoridades do Vaticano e de lá mesmo falam outra doutrinação em
certos casos? Estarão as autoridades nacionais desprovidas de saber?
No caso do estupro em Recife, tentamos mostrar aqui neste pequeno
espaço que a igreja católica e o seu servo, servo de Deus não
estavam em um todo errado como até o Presidente da República quis
dizer, mas no final de semana lá vem alguém do Vaticano dizendo que
deveria a igreja na pessoa do Bispo proceder de outra forma, como se
o bispo estivesse totalmente errado, e aí? Com que opinião ficar,
quem está certo? As autoridades católicas nacionais ou do Vaticano?
É triste se pensar em uma
igreja dividida, este conflito de pensamentos existente entre
líderes é triste, repercute mal, em qualquer entidade, e
principalmente em uma Cristã, na doutrinação santa, de Deus, é
primordial a união de pensamentos, que todos estejam voltados aos
mandamentos de Deus, não dos homens. Sabemos que existe em todos os
lugares uns querendo ser maiores que os outros, os mais sabichões,
no caso da igreja, o Cardeal maior que o Bispo, o Bispo maior que o
Padre, o Padre maior que o líder eucarístico, até pode isto ocorrer
por hierarquia, mas aos olhos de Deus todos nós somos iguais, e a
humildade deve fazer existir, reinar em seu seio cristão ou não a
harmonia de pensamentos sem criar discórdias.
“Em
artigo, Vaticano critica excomunhão de envolvidos em aborto em
menina brasileira “Antes de pensar em excomunhões seria necessário e
urgente salvaguardar sua vida inocente, devolvendo a ela um nível de
humanidade", disse o presidente da Pontifícia Academia para a Vida,
monsenhor Salvatore Rino Fisichella, em artigo publicado pelo jornal
vaticano L'Osservatore Romano com data de domingo, 15/3. As
declarações de Fisichella contrastam com a decisão do arcebispo de
Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, que dias após o aborto
da menina anunciou a excomunhão de sua mãe, dos médicos e dos
integrantes de ONG's envolvidos no caso.”
http://noticias.uol.com.br/ultnot/ansa/2009/03/14/ult6817u2001.jhtm
Será que não existem
e-mails, que além da velocidade da comunicação e a simplificação das
mensagens trazem com maior rapidez resolução de problemas, a igreja
ainda não aprendeu a usá-los? Telefone, caro, claro, mas será que
não existe? Correio, enfim, comunicação entre igreja católica
Brasileira e Vaticano, entre os seus, mesmo além-mar não existe? Não
existem autoridades no país que façam ser seguidas as normas que a
igreja determina? Os integrantes oficiais da igreja católica estão
ou não habilitados a exercerem certos dogmas, estão ou não? O
rebanho, pessoas comuns, os cardeais, padres, monsenhor, bispo,
devem proceder de que forma? Será que estas duas autoridades da
igreja católica, Bispo e o Presidente da Pontifícia Acadêmica, não
poderiam se comunicar sem que isto viesse a público pela imprensa,
para que ela a explore e passe ao público como existindo um conflito
de opiniões dentro da igreja? Uma igreja conflituosa prospera, segue
as normas de Deus? Paulo diz: “Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso
Senhor Jesus Cristo, que sejais concordes no falar, e que não haja
dissensões entre vós; antes sejais unidos no mesmo pensamento e no
mesmo parecer” (1Coríntios 1:10). Que isto aprenda a cúria
católica, nacional e do Vaticano, os líderes da igreja católica.
Se uma autoridade tinha
seu pensamento, pensamento que a levasse a ser contraditório ao
procedimento da outra, que visse a igreja, o que este pensamento
manifesto ao mundo poderia trazer a ela: “O zelo por tua casa me
consome”. Não seria mais viável a própria igreja dar um ponto final
a tudo isto em um pronunciamento de quem se espera: o Papa? Ou será
que isto é pouco para que a fala da sua santidade seja ecoada aqui
na terra Brasil? Se eles não se entendem como nós, rebanho de Deus,
arrebanhados por esta igreja vamos nos entender? Volto a grifar aqui
as palavras de Paulo para que os líderes católicos aprendam:
“Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que sejais
concordes no falar, e que não haja dissensões entre vós; antes
sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer”
(1Coríntios 1:10). Isto cria união, dá força, enobrece uma causa. No
caso deste aborto que se consulte o Artigo de Pio Cipriotti na
"Enciclopédia Del Diritto" é uma fonte importante, lá tratando do
assunto no direito canônico, encontra-se referência ao aborto
terapêutico. Neste, o risco para a mãe, equiparado a verdadeiro
estado de necessidade, abranda a punição, mas não a exclui. Se
formos analisar em termos das leis do país ela diz que no caso da
menina estuprada está referido no artigo 128 do Código Penal: “não
se pune o aborto praticado por médico, considerado imprescindível
para salvar a vida da gestante ou na gravidez advinda de estupro”.
Então que se pare com esta briguinha vergonhosa de opiniões dentro
da igreja.
É, amados, a coisa está
feia, lendo pela manhã um capitulo de Isaías vejo lá escrito: “A
terra cambaleia como o ébrio, e balanceia como a rede de dormir; e a
sua transgressão se torna pesada sobre ela, e ela cai, e nunca mais
se levantará. Naquele dia o Senhor castigará os exércitos do alto
nas alturas, e os reis da terra sobre a terra. E serão ajuntados
como presos numa cova, e serão encerrados num cárcere; e serão
punidos depois de muitos dias. Então a lua se confundirá, e o sol se
envergonhará, pois o Senhor dos exércitos reinará no monte Sião e em
Jerusalém; e perante os seus anciãos manifestará a sua glória”
(Isaías 24:20-23). A vaidade está apodrecendo a alma humana, a
vaidade, o querer ser o mais sabido, ser linha dura, está destruindo
o mundo, a humildade deixou de seguir a linha traçada por Deus, está
existindo em muitos corações o egoísmo, sem excluir a ninguém. O
poder consome o ego de muitos, o poder faz com que muitos se achem
deuses: “A terra cambaleia como o ébrio, e balanceia como a rede
de dormir; e a sua transgressão se torna pesada sobre ela, e ela
cai, e nunca mais se levantará” (Isaías 24:20). O homem é que
faz com que isto aconteça na Terra, são os homens que fazem com que
a Terra cambaleie, os homens é que destruirão o mundo, levarão
muitos não a Deus, mas ao inferno, trarão ensinamentos seus, não
determinação de Deus, por isso confiamos nas palavras de Cristo, que
diz: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o
espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus
26:41). E Pedro completa “Sede sóbrios, vigiai. O vosso
adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e
procurando a quem possa tragar” (1Pedro 5:8).
Esta é nossa Palavra
Amiga.