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O Deserto na Vida do Crente


Certa feita os discípulos de Jesus, depois de voltar da missão por Ele imposta, contavam tudo que havia feito e ensinado e Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco” (Marcos 6:30-31). Irmãos, há momentos na vida em que necessitados ficamos de um descanso, de uma saída estratégica para repor forças, pensar com mais calma, raciocinar melhor novas caminhadas, investimentos, planejamentos, novas condutas de vida.

Quantos, vendo a cada dia o cansaço chegar a seu corpo físico, ao seu espiritual, cansaço por ocorrências que não foram previstas, por desilusões, por fatos que não o permitem mais ter sossego e por dia e noite maltratam seu juízo, deixa sua vida em sobressalto, medrosa, tentam o suicídio?

Sabemos o quanto é difícil em momentos como estes se retirar para buscar a paz, muitos em guerra seja contra o que for, ficam cegos, pensar em retirada jamais, querem ver logo o fim de tudo, amados, não pode ser assim, a retirada para um lugar deserto às vezes se faz necessário para novos planejamentos táticos de luta, verificação dos problemas, modos novos de enfrentá-los, estudo mais detalhado do que está acontecendo e as possibilidades ou não de vitória.

É, amados, Jesus sabia que depois da caminhada santa seus discípulos necessitados estariam de um descanso e os levou a descansar, diz a bíblia que foram sozinhos de barco para um lugar deserto e afastado. Amados, ter o Espírito Santo de Deus em nós é mais que necessário e só o teremos quando a paz habitar em nós, em batalhas não se tem paz, não há tranqüilidade, muitas das vezes os pensamentos aí não são de Deus, são muitas das vezes de destruição, seja do que for que nos atormenta a vida. O verdadeiro sábio diz ao seu inimigo “orei por ti, intercedi por ti porque sabia que o erro estava em ti, e só Deus mostraria a ti esta verdade”. Acalmem seus corações, amados irmãos, vocês que sofrem algum problema.

Foi no deserto que Deus fez sair água da rocha, mesmo que um “bispo” pentecostal diga que foi casualidade. Avaliar a caminhada é próprio do ser organizado, avaliações são sempre boas para ver o que se constrói ou deixou-se de fazer de bom. Todos, como filhos de Deus, necessitam descansar, descanso ajuda a recarregar as energias do corpo e do espírito, uma alma com Deus descansa orando, rezando, tendo o pensamento em Deus, buscando o discernimento das causas que estão acontecendo, boas ou más, de onde elas vêm, o que as alimenta e as faz permanecer em sua vida.

Na história do povo judeu, o deserto aparece várias vezes, obviamente por questões geográficas, mas com diferentes propósitos. Moisés foi chamado por Deus ao deserto, como um soldado que abandona a batalha, um desertor, sabemos o que ocorreu com Moisés o fazendo ser mandado ao deserto para ali morre. Moisés se refugiou no deserto onde passou  anos de sua vida. Nesse período, Deus trabalhava na vida de Moisés até que ele estivesse pronto para a sua grande missão, libertar o povo judeu do Egito. No deserto, quando se pensa no fim de tudo se vê que nele é que jorra a fonte de água viva, límpida, trazendo-nos uma nova esperança, um novo viver, nos dar  o discernimento de tudo. O nosso deserto pode ser momentos, horas, instantes maus por qual passamos, o deserto pode ser algo mal que chegou a nossa vida e temos que lutar contra ele para que não nos tire  a alegria, o prazer de viver e nos tire a própria vida. O deserto pode ser muitas situações por nós enfrentadas, amados, ás vezes situações indesejáveis.

No momento certo, o homem mandado ao deserto para morrer por um crime praticado, Moisés, vê o deserto ser usado por Deus como um meio de purificação. No deserto também o povo liberto por Deus através do servo Moisés se rebelou contra Deus ao ponto de sentir saudade do tempo da escravidão no Egito, não tomando tento que há tempo para todo propósito de Deus, sofreram conseqüências amargosas pelo pecado cometido contra Deus. Dos que saíram do Egito, somente Josué entrou na terra prometida. Os demais eram descendência dos que morreram no deserto pelo erro de blasfêmia conta Deus.

Muitas são as passagens de pessoas se dirigindo ao deserto, Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado. Lá, após vencer todas as investidas do diabo, iniciou seu Ministério terreno. Vejam, o mestre Jesus teve seu momento de deserto, muitas das vezes Jesus se retirava e ficava só, orando ao Pai, avaliava sua vida, sua caminhada, seu trabalho ou missão, é para isto que servem as retiradas estratégicas, os momentos de solidão.

Hoje, pessoas que estão passando por um deserto, em virtude dos seus  problemas, desesperam-se, não concluem que este pode ser o momento traçado por Deus para dar-lhes nova caminhada, trazer-lhes um viver novo, Deus está secando o vasilhame para colocar nele um líquido novo que seja benção, Deus está tirando toda a impureza daquele jarro, pois aquele vaso será vaso de benção. Irmãos, diante dos aspectos do deserto, podemos concluir que é um lugar de dor e necessidades extremas, quando estamos com problemas sentimo-nos no deserto, com todas as aflições ali existentes, mas não podemos parar, se pararmos morreremos, temos que ir em busca da água santa que provém de Deus, o deserto divino é um catalisador de transformações, pensemos nisto, estando em nosso deserto, fortaleçamo-nos em Deus.

No deserto divino, imposto por Deus a nós, há purificação, há restauração, neste deserto o vento do Espírito dissipa as nuvens negras que são empecilhos que nos impedem de ver a luz. Se para o deserto fomos levados por Deus, o Senhor cuidará de nós, lá seremos pelo Espírito Santo tratados, restaurados, transformados, aprovados para um novo caminhar. No deserto imposto por Deus, a batalha é ganha, a derrota dispersa, a derrota que muitos esperavam vinda a nós se transforma em vitória, o que parecia que estar perdido é achado, e a santa água jorra da rocha que é Jesus presente em nossa vida para sempre.

Se somos de Deus, se a Ele buscamos de todo o coração, no deserto Deus estará conosco. Quando estivermos passando pelas maiores aflições e desconforto do deserto, Jesus chegará e nos fortalecerá a caminhada, no deserto não deve haver murmurações, não murmuremos perguntando o porquê de Deus nos ter posto nele, estejamos atentos a tudo que se passa ao nosso redor, oremos, lancemos a Deus a nossa voz e com sinceridade de coração  se alguma pergunta a Deus quisermos fazer, que façamos dizendo: “Para quê, Senhor?”. Deus um dia nos dará a sua resposta.

Esta é nossa Palavra Amiga.

Em 30.08.2009

Wilame Lima Silva

 

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