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Eis-me aqui, Envia-me a Mim

 

“Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:8). Lendo este trecho do livro de Isaías fico a pensar que esta mesma pergunta ressoa até hoje na boca de Deus.

Amados, são muitos que poderiam estar a serviço do Senhor, mas o Senhor olhando para estes muitos diz: “Qual deles eu enviarei?”, aí vem o padre tal, bispo tal, o cantor cristão tal, o pastor tal, com bela dicção, ou não, com  rouca voz, ou com o som de trovão, exímio tocador de instrumentos, ou que não toca nenhum e diz: “Eis-me aqui, envia-me a mim”. Mas seus atos não condizem com a missão ditada pelo Senhor: “A quem enviarei, e quem irá por nós?”. Muitos ditos instrumentos do Senhor na Terra têm sobre si a vaidade, gostam mais das academias que das igrejas, das maquiagens que das orações, dos tratos no corpo para terem aparência de atletas, físicos esculturais do que os joelhos calejados pelas horas de orações em frente a seu Deus. Já outros gostam dos aplausos do público, são vaidosos, com ternos de altas grifes se envaidecem com a galera vendo-o pregar, cantar, indo ao delírio, choram e gritam: lindo, maravilhoso. Como podem estes serem verdadeiramente enviados à missão da qual diz o Senhor: “A quem enviarei, e quem irá por nós?”.

Os deleites com o mundo, a visão das riquezas, o desejo de posse, a vontade de ter autoridade sobre os demais, a pretensão de serem chamados de santos e por todos serem respeitados por trazerem à boca o santo nome Jesus está no coração de muitos, então Deus que sonda os corações e vê dentro deles o almejo de muitos continua a se indagar e perguntar a esta geração hipócrita, pecadora e esquecida de Deus: “A quem enviarei, e quem irá por nós?”.

Amados, temos uma humanidade doente, cheia de pecados, são muitos os pecados da humanidade, assim como um animal infestado de carrapatos que aos poucos vai ficando triste, deixa de se alimentar, definha e morre, assim está a humanidade. Com o animal, mesmo sem ele falar, o seu dono vendo-o naquele estado vem e lhe dá um banho de inseticida, aplica germicidas, carrapaticidas, lhe dá um tratamento completo e aquele animal ao poucos vai voltando à vida normal, engordando, voltando a produzir o leite, tornando-se mais alegre e quando se vê está integrado ao grupo dos sadios, dos salvos dos carrapatos.

Assim procede Deus, assim procede Cristo Jesus, ao ver um mortal, triste, abatido, desolado, choroso, quebrado no bolso e na alma, em perdas diversas, atingidos por vícios malditos, vem a estes e lhes diz: “Que queres que eu te faça?”. No “que queres que eu te faça” não existe limites de pedidos, o “Que queres que eu te faça” deixa para o interrogado um leque de opções abertas para seu pedido, ele pode pedir qualquer coisa e o Senhor que tudo pode e é Senhor dos impossíveis realizará, fará ser realizado na vida daquele que pede.

Senhores, Deus é bom, é maravilhoso, maravilhoso é provar a sua graça, obter a sua misericórdia. Este Deus, amados, misericordioso, cheio de graças a ofertar, continua a perguntar: “A quem enviarei, e quem irá por nós?”.  E vez por outra a resposta é dada por fariseus, por hipócritas, por vendilhões no templo, por mentirosos e corruptos, por aventureiros, por toda a raça filiada ao diabo e a intentos mundanos; estes dirão também: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.

Muitos destes, ousadamente, sem que o Senhor os tenha mandado, vão ao mundo divulgando o evangelho em interesse próprio, vão praticar a vergonha, envergonhar a palavra de Deus, o povo de Deus, eles vão sim esfriar a fé, trazer contendas, disseminar o descrédito na palavra de Deus, eles vão sim fazer rir a satanás, e fazer chorar a Deus. “A quem enviarei, e quem irá por nós?” Pergunta o Senhor Deus a todos; se a tua resposta, amado, for “Eis-me aqui, envia-me a mim” que se tenha cuidado com esta resposta, existem muitos exemplos na Terra dos que dizem “eis-me aqui, Senhor”, mas andam vendendo o cajado de Moisés, falam e andam tão mansamente como as serpentes dos desertos prontas a atacar o povo de Deus. São felinos que à espreita estão, atacam quando mais se precisa de ajuda, quando mais se está passando por sofrimentos, vêm prontos a tirar tudo do próximo, não amá-lo, mas fazê-lo seu escravo, seu seguidor fiel, não de Cristo, trabalhar para ele que mentirosamente com o nome de Jesus à boca canta e chora junto à sua multidão que lhe dá sacos de dinheiros que são investidos em atrações diabólicas como novelas, shows aos domingos com mulheres seminuas, pintadas fazendo aflorar a sexualidade profana, aos sábados mostram show de piadas e filmes com lindas mulheres nuas, mocinhos da “lei” matando para sempre as almas de Deus.

A graça que Deus lhes dá é grátis, amados, o bem que Deus te faz é grátis, o amor de Deus gratuitamente está derramado a todos. Deus, como fez a Isaías, pode fazer a você também, em Isaías, conta ele, operou-se tal fato: “E as bases dos limiares moveram-se à voz do que clamava, e a casa se enchia de fumaça. Então disse eu: Ai de mim! pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos! Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado” (Isaías 6:4-7). Deus pode perdoar todos os seus pecados, tirar de ti a tua iniquidade, pode te transformar em um novo homem, mulher, e aí te perguntará: “A quem enviarei, e quem irá por nós?” e aí neste instante com a plena convicção do amor de Deus por você responderás: “Eis-me aqui, envia-me a mim.” Que Deus os abençoe. Amém.

Esta é a nossa Palavra Amiga.

Em 25.10.2009

Wilame Lima Silva

 

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