Amados, neste final
de semana ouvindo a tantos evangelistas, pastores, padres, ou
autoridades mais elevadas do ramo sagrado, as ditas autoridades
superiores na igreja de Cristo que diziam como se falassem a
mim: “faça assim”, “proceda assim”, “venha a mim”, “eu sou do
Senhor”, “eu entendo a Hermenêutica (Interpretação dos
textos sagrados)”. Hermenêutica
é um ramo da filosofia que se debate com a compreensão humana e
a interpretação de textos escritos. A palavra deriva do nome do
deus grego Hermes, o mensageiro dos deuses, a quem os gregos
atribuíam a origem da linguagem e da escrita e considerado o
patrono da comunicação e do entendimento humano. Falavam também
“Entendo da Exegese”,
que é a interpretação profunda de um texto bíblico, jurídico ou
literário. A exegese, como todo saber, tem práticas implícitas e
intuitivas. A tarefa da exegese dos textos sagrados da Bíblia
tem uma prioridade e anterioridade em relação a outros textos.
Isto é, os textos sagrados são os primeiros dos quais se
ocuparam os exegetas na tarefa de interpretar e dar seu
significado. A palavra exegese deriva do grego exegeomai,
exegesis; ex tem o sentido de ex-trair, ex-ternar,
ex-teriorizar, ex-por; quer dizer, no caso, conduzir, guiar.
Diante disto eu me perguntava: aonde vou, Senhor? O que sou,
Senhor, diante de Vós? Sou um nada, sou este pequeníssimo torrão
de barro. Envergonhava-me de estar escrevendo estas palavrinhas
falando do nome do Senhor, por que deveria eu estar aqui quando
existem os doutores de Deus, gente que tem muito mais ofertas e
palavras nobres para expor ao mundo?
Sentia-me preocupado de, estando aqui, não estar fazendo a
vontade de Deus, neste instante conflitivo entre eu e mim mesmo,
perguntava-me: quem disse que o Senhor me chamou, revelou a
minha pessoa para seu trabalho, para estar aqui falando, será
que o Senhor está gostando do que falo, ou são outros que estão
adorando? Isto me constrangia a alma. Fui a alguns livros que
comprei, já anteriormente separados para minha mensagem deste
domingo, tentava como cego ali conseguir a luz divina,
como um analfabeto cristão eu tentava com os livros me aprimorar
na palavra de Deus, li passagens escritas neles no intento
de ver se algo viria como resposta a minha angústia e me detive
em palavras como estas: “Jeová-Jiré, o Senhor
proverá”;
e exemplificava: “Então disse o anjo: Não estendas a
mão sobre o mancebo, e não lhe faças nada; porquanto agora sei
que temes a Deus, visto que não me negaste teu filho, o teu
único filho. Nisso levantou Abraão os olhos e olhou, e eis atrás
de si um carneiro embaraçado pelos chifres no mato; e foi
Abraão, tomou o carneiro e o ofereceu em holocausto em lugar de
seu filho. Pelo que chamou Abraão àquele lugar Jeová-Jiré; donde
se diz até o dia de hoje: No monte do Senhor se proverá”
(Gênesis 22:12-14) Entendia que o Senhor me mandava
dizer: “Não faças nada com a tua obra, não a mate, não dê cabo
dela, vi que ela foi dedicada a mim, o Senhor proverá e mostrará
a verdade, sê paciente”. Amados, a verdade é que no
instante em que lia os livros, as pasagens ali contidas eram
somente passagens pelas quais me encantava anteriormente, mas
elas não tinham o signigficado que agora têm, sentando aqui até
quis escrever algo de outras páginas daqueles livros, mas era
como se o Senhor me dissesse: “Não te fiz marcar algumas
outras”, eu havia marcado com papel as passagens pelas quais eu
me encantava para fazer a mensagem de hoje, só não sabia que
seria esta a mensagem. Então dizia uma voz: “Não te fiz marcar
outras, por que vai a estas? Vai lá, lá está a minha resposta”.
Irmãos, olhando o livro as palavras ficavam em minha frente como
se elas formassem uma ordem a ser seguida para serem escritas,
mas no livro a ordem não era a que me era apresentada quando eu
escrevia, enfim, a segunda palavra era esta: Jeová- Shammah
que significa “O Senhor está presente” e
exemplificava desta forma: “Dezoito mil côvados terá ao
redor; e o nome da cidade desde aquele dia será Jeová-Samá” (Ezequiel 48:35). Entendia que o Senhor construiu uma obra,
construiu esta obra, ela tinha a presença do Senhor, é por ele
fiscalizada, é Ele o idealizador.
E
continuando eu a olhar o livro via o próximo nome: Jeová
Shalon: “O Senhor é a nossa Paz” e exemplificava: “Então
Gideão edificou ali um altar ao Senhor, e lhe chamou
Jeová-Salom; e ainda até o dia de hoje está o altar em Ofra dos
abiezritas” (Juízes 6:24). Entendia que aqui está
edificado um altar ao Senhor, pois honra e glorifica seu nome, e
por muito tempo será visitado.
E
vinha o Jeova-Rapha “O Senhor que sara” que tinha
como exemplo parte do livro do Êxodo dizendo: “Se ouvires
atentamente a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto
diante de seus olhos, e inclinares os ouvidos aos seus
mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, sobre ti não
enviarei nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egípcios;
porque eu sou o Senhor que te sara” (Êxodo 15:26). Eu
entendia que se eu ouvisse a voz do Senhor para fazer o que Ele
me ordenava sendo reto diante Dele, pondo os meus ouvidos a
ouvi-lo para guardar seus mandamentos sobre mim não viria nenhum
mal enviado por Ele, que eu continuasse a escrever, mas que
fosse para honra e glória do seu nome, tendo atenção com os
mandamentos Dele.
E por
fim veio o Jeová- Mikadiskim: “O Senhor que vos santifica”,
nesta hora quis fechar o livro, dentro em mim eu disse
“estas palavras que eu escrevo não são do Senhor, que eu
confesse isto a todos, a toda a humanidade”, por que eu falava
isto, amados? Por causa do que se seguia como exemplo, o exemplo
que havia nesta palavra era: “Falarás também aos filhos de
Israel, dizendo: Certamente guardareis os meus sábados;
porquanto isso é um sinal entre mim e vós pelas vossas gerações;
para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica” (Êxodo 31:13).
Irmãos, quantos aqui não leram que eu sou
um severo crítico a alguns que fazem do sábado sua religião?
Neste dia nada fazem e querem que os outros sigam suas vontades,
já mostrei aqui Jesus falando tanto por causa dos hipócritas que
o criticavam por ele exercer seu ofício de filho de Deus na
Terra em dia de sábado, como agora eu iria dizer “guardem o
sábado, agora sou um novo convertido ao sábado, o papa é o
anticristo sim, pois acabou com o sábado e impôs o domingo como
dia a ser guardado”? Senti-me caído e triste em meu coração.
Senti
vontade de apagar tudo aqui escrito, não havia saída para mim,
se falasse outra coisa não estaria falando a palavra que Deus
enviada, e aí? Estava resolvido a apagar tudo, estas não eram
palavras de Deus, não as queria mais escrever, findava aqui o
escritor, a palavra amiga, mas uma vontade maior me convidava a
ir à bíblia, então no meu quarto segurando a bíblia disse: “Senhor, dai a mim o entendimento, vinha tudo tão certinho como
agora chega este lago de fogo querendo a tudo consumir, finda,
Senhor, tudo aqui? Me faz entender a verdade, o que não
posso, Senhor Deus, meu Cristo Jesus, é ir contra tua vontade,
não posso escrever enganando aos demais dizendo Deus disse sem
Ele me dizer nada, está escrito os que assim procedem são raças
de víboras. Senhor, ali não é escrito o que eu quero, se assim
fosse de nada valeria, tudo ali escrito que venha de vós.” E
fui abrindo a bíblia devagarzinho; o Senhor me disse lá: “Ai
dos que são sábios a seus próprios olhos, e astutos em seu
próprio conceito!” (Isaías 5:21). O Senhor com esta palavra
me fazia entender que ao primeiro instante eu estava sendo sábio
ao meu próprio conceito, eu na minha aflição via logo como eu
queria ver, naquele instante da leitura daquela palavra eu
coloquei a minha interpretação, não a vontade do Senhor Deus,
não o que ele queria me dizer, eu nem o esperava molhar o bico e
ja me antecipava, não tive prudência para ouvir a voz de Deus
como eu tinha ouvido nas outras vezes e Ele suavizou meu coração
dizendo: “Há um dia que escolheste para escrever esta palavra,
não a tire deste dia, não deixe que este dia que dedicas a
escrever mensagens ao Teu Deus seja findo por nada”, o Senhor me
dizia que cada um deve guardar o dia que reserva por tradição
para honra e glória do Senhor, que os Judeus não deixem morrer a
tradição do sábado, que os cristãos preservem seu domingo, mas
que tudo seja feito para honra e glória do Senhor, Ele é mais
importante que qualquer dia. Não foram os dias que fizeram o
Senhor, o Senhor é que os formou e escolheu o sábado para
descanso, Deus nos deu um livre arbitrar, aqueles que querem ser
seus imitadores que sejam, não só no sábado, mas em qualquer
outro dia, contanto que este descanso celebre a misericórdia de
Deus e reverencie o nome sagrado, Jesus. Que não haja um dia,
mas dias consagrados ao Senhor, os Judeus guardam o sábado, os
cristãos os domingos, não é o dia que santifica o homem, mas o
homem que santifica seu dia na busca pelo Senhor, não é o dia
que vai salvar a humanidade, é a comunhão que se tem com Deus,
com Cristo Jesus que a salvará, o dia de salvação surge no aceitar a Cristo,
crer Nele, o crer salva, a fé é o instrumento da salvação, que
seja fortalecida dia a dia, fortalecida no crer que Deus Jeova-Raah é o nosso pastor.
Envergonhei-me, o meu coração voltou a ter alegria, entendia que
o Senhor falava comigo, e segui a escrever, e neste escrever
sentia como se Ele me dissesse: “Olhai, guardai-vos do
fermento dos fariseus e do fermento de Herodes” (Marcos
8:15). Devemos nos guardar, amados, da semente daqueles que
dizem “tenho a Deus, façam assim”, mas são fariseus, são
julgadores dissimulados, são praticantes do mal recoberto com o
manto da justiça e da bondade. Empunham o livro sagrado, têm o
saber fenomenal, mas são assassinos da palavra, interpretam a seu
próprio gosto, para deleite e crescimento dos seus
empreendimentos.
E me
dizia mais o Senhor: “Guardai-vos dos escribas, que querem
andar com vestes compridas, e gostam das saudações nas praças,
dos primeiros assentos nas sinagogas, e dos primeiros lugares
nos banquetes; que devoram as casas das viúvas, fazendo, por
pretexto, longas orações; estes hão de receber maior condenação”
(Lucas: 20:46-47). Entendia que o Senhor me dizia para que
eu não me ensoberbecesse com as grandezas das revelações que Ele
fazia a mim, que eu continuasse humilde, um grande crucifixo no
peito não é sinal de maior posse de Deus, pode ser uma posse
terrena tratando alguém como autoridade superior em uma
religião, mas isto é nada para Deus, me incentivava a escrever e
que as minhas palavras fossem as que são: simples; os simples,
os humildes as entenderiam. E terminava me dizendo, como se
tivesse grande preocupação comigo: “Acautelai-vos; não
sejais enganados; porque virão muitos em meu nome, dizendo: Sou
eu; e: O tempo é chegado; não vades após eles” (Lucas 21:8).
O
Senhor me dizia “não os siga, não invejes aos doutores, nem suas
riquezas, não sejais enganado por eles, pois muitos virão
em meu nome dizendo ‘eu sou assim, sou assado’, siga firme, eu
te doutrino, eu te dou palavras, eu te faço meu servo, como um
potro bravo eu te domo e te faço cavalgar tranquilo Comigo em
ti”. Louvado seja meu Deus. Amém.
Esta é a nossa
Palavra Amiga.