Páscoa! Quem Caminha Contigo?
Sabe-se que no dia seguinte à crucificação de Cristo todos os discípulos
presentes naquela manhã de Pentecostes tinham chegado à conclusão
assustadora, mas inabalável, de que tinham voltado a ver Jesus. Sim, Jesus
havia voltado da morte, o mestre havia ressuscitado, a morte era vencida.
Como se conta isto?
O
Triunfo de Jesus sobre a morte é contado dizendo-se que já no primeiro dia
da semana, bem de madrugada, Maria Madalena e um grupo de mulheres vai ao
túmulo com a idéia de tornar a ungir o corpo de Jesus com várias
especiarias, as mulheres consternadas vêem naquele instante que a grande
pedra que fechava o túmulo havia sido removida. Vejamos a narrativa de
Lucas: “Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao
sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra
revolvida do sepulcro. Entrando, porém, não acharam o corpo do Senhor Jesus.
E, estando elas perplexas a esse respeito, eis que lhes apareceram dois
varões em vestes resplandecentes; e ficando elas atemorizadas e abaixando o
rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais entre os mortos
aquele que vive? Ele não está aqui, mas ressurgiu. Lembrai-vos de como vos
falou, estando ainda na Galiléia. dizendo: Importa que o Filho do homem seja
entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia
ressurja. Lembraram-se, então, das suas palavras; e, voltando do sepulcro,
anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os demais. E eram Maria
Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago; também as outras que estavam com
elas relataram estas coisas aos apóstolos. E pareceram-lhes como um delírio
as palavras das mulheres e não lhes deram crédito” (Lucas 24:1:11).
Que belo
dia aquele para aquelas mulheres, que domingo festivo, penso como seus
corações saltitavam de alegria, o mestre havia ressuscitado, talvez elas nem
se dessem conta da importância que este fato representaria para a
humanidade, por certo estavam felizes por saber que Cristo Jesus estava
novamente vivo, isto que importava, a morte tinha sido vencida por Ele.
Aquele instante não sabiam elas que seria o instante magistral da
humanidade, este fato seria celebrado por séculos e séculos até aquele dia
em que Cristo diz: “Vou, e voltarei a vós. Se me amásseis,
alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai; porque o Pai é maior do que eu”
(João 14:28).
Jesus
uma vez ressuscitado dentre os mortos já não morre, a morte já não tem mais
domínio sobre ele nem sobre a humanidade, o que prevalecerá depois da
ressurreição será a palavra do Filho de Deus, um dia nascerá em que Cristo
virá novamente, chamará dos mortos aqueles que na morte estiverem, provando
que a morte nada significa, a seu chamado os mortos ressurgirão para
receberem Dele o perdão ou a condenação, aos perdoados nunca, jamais haverá
novamente morte.
Cristo
morrendo na cruz morre para o pecado, fez isto por todos nós, ressurgindo
ele ressurgiu para Deus, assim também que sejamos imitações de Cristo, nos
consideremos mortos para o pecado e vivos para Deus em Cristo Jesus. O
salário do pecado, diz o apóstolo, é a morte, a graça de Deus é a vida,
assim como ofertou Deus a seu filho Jesus a vida chamando-o do meio dos
mortos, Cristo nos oferta nele vida eterna, nos doa salvação eterna. Deus é
vida eterna em Cristo Jesus.
Aquelas
mulheres de tristes se tornaram alegres naquele domingo, talvez aquela
alegria nunca tivessem elas sentido, superasse todas as outras as quais
tinham vivido em suas vidas, depois do choro, da dor dilacerante no peito,
a alegria vem majestosa, linda, saborosa, infinda, e é provada por elas, o
seu mestre ressurgiu, os corações descrentes não aceitavam isto. Vejo este
fato como um acontecimento atual, alguns crêem fielmente que Cristo está
vivo e alegres celebram este viver, mas para outros este fato é simplesmente
um conto bobo, de fanáticos ditos cristãos. Jesus preparou seus doze
discípulos e deu a estes doze uma incumbência magistral, este número de
discípulos teriam que partilhar a sua experiência com Ele, uma experiência
narrada não como um sonho ou em êxtase, mas narrada como verdade absoluta,
Cristo vivo está, e estando vivo faz fluir no mundo a fé, o cristianismo é
algo verdadeiro, seus defensores, seus seguidores, são defensores,
seguidores do Filho de Deus, os discípulos teriam esta incumbência, anunciar
sem nada temer, relatar as experiências pujantes, seriam seus relatos, as
suas vidas em sofrimentos ou alegrias que mostrariam a presença do reino de
Deus na Terra, um Deus vivo e poderoso.
Um dos
relatos bíblicos próprios para este dia Pascoal é o relato de Cleofas e
outro discípulo: no domingo da ressurreição, eles caminhavam de Jerusalém
para uma aldeia próxima chamada Emaús quando o próprio Jesus se lhe
aproximou e juntando-se a eles na caminhada lhes falou coisas que tocaram
seus corações, Jesus naquele instante era como um simples desconhecido, só
mais tarde, quando todos comiam e viram o estranho partindo o pão da mesma
forma que Jesus, eles o reconheceram.
Amigos,
quem está a caminhar contigo neste dia pascoal, será que tu o reconheces ou
ele é simplesmente um desconhecido? Quem tu convidas a caminhar contigo
neste domingo de Páscoa? Quem virá e repartirá o pão contigo à mesa? Qual
será teu alimento? Que Deus os abençoe neste domingo pascoal e que em teus
corações não um estranho esteja, mas que o verdadeiro mestre, Cristo Jesus,
o Jesus de Nazaré, esteja contigo, pois Ele estando em uma vida faz toda a
diferença.
Esta é a Nossa Opinião.
Em 09.04.2009
Wilame Lima Silva