Se eu tivesse um filho e ele fosse casado com uma atriz, e ligando a TV a
visse aos beijos, abraços, até rolando em uma cama em um frenesi louco de
corpos se entrelaçando, eu chamaria meu filho e diria: “Filho, você é um
babaca, você é uma rena, tem córneos na cabeça, você não é um homem, pois
homem que é homem tem a dignidade de casando-se saber que aquela que ele
escolheu como esposa somente a ele devotará seu corpo, sua boca, suas
carícias, seus beijos, suas lágrimas, mesmo que fingidas”.
Nas novelas,
os atores quase engolem a boca das atrizes, são beijos em que a língua feito
serpente adentra a boca do outro, da outra, e eles dizem que é de mentirinha, é
só um beijo técnico, isto é para enganar os esposos das atrizes, as esposas dos
atores podem até acreditar, mas com certeza fica difícil de se crer que aquilo
seja algo técnico sem intimidade alguma.
Volto a
dizer, o beijo é um gesto sagrado, mesmo o de Judas no Divino Mestre, o que está
na bíblia pra mim é sagrado, está ali para me trazer ensinamentos divinos, mesmo
que seja considerado mau. As novelas banalizam o beijo classificando-o de
técnico. Jogam os beijos na boca dos não amados, banalizam, como se o encontro
de duas bocas não fosse algo íntimo realizado por aqueles que compartilham
afeição mútua, querer intenso, paixão.
E muitos
bobos sentam nas primeiras filas na apresentação de certas tramas para verem
suas esposas, namoradas, beijando outros homens, devotando suas bocas a
apreciação pública, em que outra pessoa prova daquela boca, algo íntimo do
esposo, esposa, namorado, noivo, simplesmente pelo cachê que é pago, pela fama
que se espera ter. Que loucos são os homens, a raça humana.
Denominam o
beijo de selinho, de butuca, satirizam o beijo, denominam algo afetuoso, digno
dos verdadeiros apaixonados como algo vulgar, dado sem qualquer consciência de
que aquilo é algo bom, uma demonstração de afeto, ternura, paixão, querer
intenso, amor sublime. Globalizam o beijo como coisa de novela, com desapreço,
tiram dele o rótulo de símbolo do amor para fazê-lo prenúncio à safadeza. O
beijo, devido às novelas, agoniza, está caído, está em um leito de morte,
banalizado. O beijo real e verdadeiro poucos sentem, pois os corações humanos
optaram pelo engano, pelo desfrutar sem amor, e daí vêm os falsos beijos, os
beijos de novelas, técnicos ou não, que só os idiotas sabem defini-los, pois os
verdadeiros conhecedores do beijo nunca se enganam, sabem quando real ou não.
Esta é Nossa Opinião
Em 06.05.2009
Wilame Lima Silva