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Atos Secretos


"Crise não é minha, é do Senado", afirma Sarney. Esta fala seria cômica se não fosse trágica, trágica porque é um ex-presidente que a expressa, é o presidente do Senado que a deixa ser ecoada por toda a nação, a crise no senado é dos senadores sim, é principalmente do seu presidente, quer queira ele ou não. Pelo que a impressa informa, tudo na família Sarney é pago pelo Senado, a última agora é do mordomo da Roseana:

“Deve-se aos repórteres Rosa Costa e Rodrigo Rangel a descoberta do penúltimo grão de sujeira escondido sob o tapete metafórico do Senado. A dupla informa que o contracheque do mordomo da casa que Roseana Sarney mantém em Brasília é pago pelo Senado. Espécie de faz-tudo da filha do presidente do Senado, o mordomo ganha algo como R$ 12 mil por mês. Chama-se Amaury de Jesus Machado. Atende pelo sugestivo apelido de “Secreta”. Nos últimos dez dias, esteve ao lado de Roseana em São Paulo.”

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2009-06-14_2009-06-20.html

Depois de tantas ocorrências até envolvendo seu nome e da sua família, não venha agora o Sr. Sarney dizer que a crise vem de longe, se vem de longe lá ele estava presente, que não venha agora dizer que não sabia de nada. Não teria ele que ter zelo pela coisa pública, quando assumiu a presidência do senado saber em que lençóis estava se enrolando? Se é ele um homem de moralidade irrefutável, por que continuar após a presidência da república em uma política cheia de engodos e cafajestada? Por que agora  depois da desmoralização do órgão onde ele buscou se eleger e é presidente   com o apoio do governo, vem pra cá dizer "A Crise não é minha, é do Senado"? Aí é demais, faz-nos rir e ao mesmo tempo chorar, chorar por ver  um ex-presidente da República pronunciar tolices com estas, a quem ele pensa enganar? Se eleito ele foi para ser o presidente de uma casa legislativa, teria ele que estar de fora de todas as acusações referentes aquela casa pública, isto é moralidade, mas ao contrario, o seu nome se vê envolvido em denuncias e mais denuncias, daí querer sair de fininho tentando esquivar-se de suas responsabilidades quando atacado por “marimbondos”, pela imprensa, aí é demais.

Um sentimento de cansaço e de vergonha hoje é inevitável aos cidadãos brasileiros e brasileiras, como pronunciava o Sarney, diante do comportamento da maioria dos senadores, até da presidência da casa. Achamos que ali está  faltando a moralidade, a ética na política, se é que esta existe.

"A crise não é minha", diz o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em seu discurso. Perguntamos: é de quem, então? Da casa de cada cidadão  brasileiro e brasileira que os elegeu? "A crise é do Senado" sim, logo, é de todos os senadores, é preciso que todos eles invistam na moralidade da casa,  se há um componente de verdade nas denuncias, não as jogue em baixo do tapete, não vivam de faz de conta, não venha a público o senado com  autojustificação, isto não vale. A crise é do Senado, é do Congresso Nacional em seu conjunto, os seus membros têm que investigá-la.

Quando os escândalos surgem, bons ou maus são achincalhados pelas denúncias na cabeça do povão. Só quando os políticos pararem com as vergonhas, quando os poderes mostrarem para todos em  plenitude que estão sim querendo acabar com os descalabros vergonhosos existentes, aí sim, a paz e a ordem reinará nos três, por enquanto a chaleira ferve e nenhum poder se salva. Nunca o Sr, Sarney poderia vir a público dizer “eu não tenho nada com isto”. Tem, Sr. Sarney, o senhor como todos os senadores tem tudo a ver com a vergonha existente no Senado sim.

Se hoje, pressionado pela revelação de atos secretos, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), usa a tribuna para dividir responsabilidades com todos os senadores, ele frustra expectativas, tem ele sim que vir a publico  dizer o que irá fazer diante dos expostos vergonhosos, usando até seu nome e o nome dos seus, deve vir à sociedade, ou ao menos aos seus eleitores, e dar  uma resposta para que todos possam dizer “a moralidade ali vai ser imposta, doa a quem doer”. Em discurso, o Sr. Sarney só expõe a sua estratégia de defesa, e para isto usa a frase: "A crise do Senado não é minha; a crise é do Senado”. É de rir, acho que ninguém tem mais interesse em ver as instituições públicas andando bem que o povo brasileiro, mas eles, os que fazem parte destas instituições, os que as administram estão cansando o povo. No Maranhão o STE cassou o ex-governador Lago dizendo que o mesmo exerceu atos impróprios, no Senado não deveria ser diferente? Usa-se na política medidas diferentes, para uns os não preferidos da presidência da república más medidas; para outros, os preferidos, o perdão absoluto.

É, senhores, a coisa vai de mal a pior, ou a turma dos políticos busca se dar ao respeito, respeitando os seus eleitores, exercendo sua candidatura com lisura e profissionalismo de cidadãos respeitáveis, homens dignos dos cargos que ocupam pela vontade popular, ou a cada dia mais nós, o povão, nos sentiremos cansados da política.

Por outro lado, não nos surpreende a defesa do Lula a Sarney, farinha do mesmo saco se mistura, todos sabem o quanto Lula quer o Sarney lá na presidência do Senado apoiando tudo que ele delibera. O que nos surpreende é o presidente vir com o  argumento de que "Ele tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum". Isto falando do Sarney. Se o presidente não sabe, com história ou sem história, se errou tem que ser punido, esta de "sabe com quem você está falando?" é coisa de coronel, todo cidadão tem de ser tratado da mesma maneira, os coronéis não entendiam nem entendem isto, pensavam que a eles as rédeas da justiça não chegariam, as leis não eram feitas para eles, o Lula é filhote de coronel, o presidente só vive em trânsito por isto não sabe o que deveria saber, aí a imprensa o informa estando ele onde estiver. Digam-nos, por que os que têm história devem se comportar como bem querem ou bem entendem, a lei não os pode alcançar? Estes deveriam sim se comportar melhor do que os que não têm historia.

É, senhores, eles, os coronéis como o Lula lá, se unem e se defendem na hora das suas vergonhas, só o povo não tem quem o defenda, vive na miséria, vive  de bolsas, de cotas, de PAC mentiroso, faltando a saúde pública, a educação, a alimentação, a segurança, vendo o seu presidente viajar e viajar todos os dias e nada mais. O povão hoje vive de discursos presidenciais enganosos,  da vergonha dos políticos, hoje o presidente só privilegia seus apadrinhados, estes sabem que têm quem os defenda quando os seus erros aparecerem na mídia envergonhando a Nação. Os conluiados da presidência hoje fazem mais e mais e o presidente vem  atrás deles colocando a pá de cal em tudo. Esta é a nossa opinião.

Esta é Nossa Opinião

Em 18.06.2009

Wilame Lima Silva

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