“1Depois, Jesus partiu dali e foi para a sua pátria,
seguido de seus discípulos. 2Quando chegou o dia de sábado,
começou a ensinar na sinagoga. Muitos o ouviam e, tomados de admiração,
diziam: Donde lhe vem isso? Que sabedoria é essa que lhe foi dada, e
como se operam por suas mãos tão grandes milagres? 3 Não é
ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas
e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram
perplexos a seu respeito. 4Mas Jesus disse-lhes: Um profeta
só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria
casa. 5Não pôde fazer ali milagre algum. Curou apenas alguns
poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. 6Admirava-se ele da
desconfiança deles. E ensinando, percorria as aldeias circunvizinhas”.
Primeira Leitura:
“2Enquanto ela me falava, entrou o espírito em mim, e
me fez ficar de pé; então ouvi aquele que me falava. 3Filho
do homem, dizia-me, envio-te aos israelitas, a essa nação de rebeldes,
revoltada contra mim, a qual, do mesmo modo que seus pais, vem pecando
contra mim até este dia. 4É a esses filhos de testa dura e de
coração insensível que te envio, para lhes dizer: oráculo do Senhor
Javé. 5Quer te ouçam ou não (pois é uma raça indomável), hão
de ficar sabendo que há um profeta no meio deles!”
(Ezequiel 2:2-5).
Segunda Leitura: “7Demais,
para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me
dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me
livrar do perigo da vaidade. 8Três vezes roguei ao Senhor que
o apartasse de mim. 9Mas ele me disse: Basta-te minha graça,
porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto,
prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força
de Cristo. 10Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas
afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto
sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que
sou forte” (2Coríntios 12:7-10).
Salmo 122:
“1Cântico das
peregrinações. Levanto os olhos para vós, que habitais nos céus. 2Como
os olhos dos servos estão fixos nas mãos de seus senhores, como os olhos
das servas estão fixos nas mãos de suas senhoras, assim nossos olhos
estão voltados para o Senhor, nosso Deus, esperando que ele tenha
piedade de nós. 3Tende misericórdia de nós, Senhor, tende
misericórdia de nós, porque estamos saturados de desprezo. 4Nossa
alma está em excesso repleta da irrisão dos opulentos e do desprezo dos
soberbos”.
Irmãos, é isto que ocorre aos profetas, aos servos fiéis de Deus,
aqueles que maravilham o mundo, destes muitos se ouve o dizer: “Que
sabedoria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão
grandes milagres? 3 Não é ele um homem, o filho de fulano de
tal , o irmão de tal pessoa? Não vivem aqui entre nós também suas
irmãs?” Todos ficam perplexos a respeito do que fazem os servos de
Deus. Mas que isto não traga a estes a estupidez da intemperança,
da falta de humildade, os servos fiéis, apesar de serem por muitos tidos
como maravilhas humanas, devem portar-se com humildade, pois o que eles
fazem, se fazem, é porque Deus através deles opera, nada fariam sem que
Deus nele operassem o milagre.
Ao ver os prodígios dos servos fiéis, os louvores não devem ser dados ao
servo, mas ao Senhor do servo, pois é este que tem o poder em suas mãos
invisíveis, e por seu servo opera o milagre, que entendam isto aqueles
que se maravilham com as obras dos servos fiéis.
Amados, para que a grandeza das revelações não nos leve ao orgulho, Deus
às vezes nos puxa a orelha, ou nos faz inoperantes em uma situação
qualquer. Paulo diz que lhe foi dado um espinho na carne, um anjo de
Satanás para esbofeteá-lo e livrá-lo do perigo da vaidade. Ele diz que
por três vezes rogou ao Senhor que o apartasse de si, mas o Senhor lhe
disse: “Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela
totalmente a minha força”. Paulo diz que preferia gloriar-se nas
suas fraquezas, para que nele habitasse a força de Cristo: “10Eis
por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas
perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque
quando me sinto fraco, então é que sou forte”. Amados, aos servos
fiéis não é dado ser arrogante, mas o dom da humildade, o dom de
suportar as fraquezas sendo em tudo fiel a Deus Pai, obediente a Deus
filho. Lembremos das palavras de Paulo: “Porque quando me sinto
fraco, então é que sou forte”. Quando nos sentirmos fracos, nos
fortaleçamos sabendo que o amor de Cristo reside em nós e sua presença
junto a nós nos torna fortes em seu amor.
“3Tende misericórdia de nós, Senhor, tende misericórdia de
nós, porque estamos saturados de desprezo. 4Nossa alma está
em excesso repleta da irrisão dos opulentos e do desprezo dos soberbos”.
Em
05.07.2009
Wilame Lima
Silva