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Evangelho nº 14 – Marcos 11:1-10; 15:1-39 (Domingo, 05.04.09)


14:1Ora, dali a dois dias seria a festa da Páscoa e dos (pães) Ázimos; e os sumos sacerdotes e os escribas buscavam algum meio de prender Jesus à traição para matá-lo. 2Mas não durante a festa, diziam eles, para não haver talvez algum tumulto entre o povo. 3Jesus se achava em Betânia, em casa de Simão, o leproso. Quando ele se pôs à mesa, entrou uma mulher trazendo um vaso de alabastro cheio de um perfume de nardo puro, de grande preço, e, quebrando o vaso, derramou-lho sobre a cabeça. 4Alguns, porém, ficaram indignados e disseram entre si: Por que este desperdício de bálsamo? 5Poder-se-ia tê-lo vendido por mais de trezentos denários, e os dar aos pobres. E irritavam-se contra ela. 6Mas Jesus disse-lhes: Deixai-a. Por que a molestais? Ela me fez uma boa obra. 7Vós sempre tendes convosco os pobres e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem; mas a mim não me tendes sempre. 8Ela fez o que pode: embalsamou-me antecipadamente o corpo para a sepultura. 9Em verdade vos digo: onde quer que for pregado em todo o mundo o Evangelho, será contado para sua memória o que ela fez. 10Judas Iscariotes, um dos Doze, foi avistar-se com os sumos sacerdotes para lhes entregar Jesus. 11A esta notícia, eles alegraram-se e prometeram dar-lhe dinheiro. E ele buscava ocasião oportuna para o entregar. 12No primeiro dia dos Ázimos, em que se imolava a Páscoa, perguntaram-lhe os discípulos: Onde queres que preparemos a refeição da Páscoa? 13Ele enviou dois dos seus discípulos, dizendo: Ide à cidade, e sair-vos-á ao encontro um homem, carregando um cântaro de água. 14Segui-o e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa: O Mestre pergunta: Onde está a sala em que devo comer a Páscoa com os meus discípulos? 15E ele vos mostrará uma grande sala no andar superior, mobiliada e pronta. Fazei ali os preparativos. 16Partiram os discípulos para a cidade e acharam tudo como Jesus lhes havia dito, e prepararam a Páscoa. 17Chegando a tarde, dirigiu-se ele para lá com os Doze. 18E enquanto estavam sentados à mesa e comiam, Jesus disse: Em verdade vos digo: um de vós que come comigo me há de entregar. 19Começaram a entristecer-se e a perguntar-lhe, um após outro: Porventura sou eu? 20Respondeu-lhes ele: É um dos Doze, que se serve comigo do mesmo prato.21O Filho do homem vai, segundo o que dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem for traído! Melhor lhe seria que nunca tivesse nascido. 22Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lho, dizendo: Tomai, isto é o meu corpo. 23Em seguida, tomou o cálice, deu graças e apresentou-lho, e todos dele beberam. 24E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos. 25Em verdade vos digo: já não beberei do fruto da videira, até aquele dia em que o beberei de novo no Reino de Deus. 26Terminado o canto dos Salmos, saíram para o monte das Oliveiras. 27E Jesus disse-lhes: Vós todos vos escandalizareis, pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas serão dispersas (Zac 13,7). 28Mas depois que eu ressurgir, eu vos precederei na Galiléia. 29Entretanto, Pedro lhe respondeu: Ainda que todos se escandalizem de ti, eu, porém, nunca! 30Jesus disse-lhe: Em verdade te digo: hoje, nesta mesma noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me terás negado. 31Mas Pedro repetia com maior ardor: Ainda que seja preciso morrer contigo, não te renegarei.E todos disseram o mesmo. 32Foram em seguida para o lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse a seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto vou orar. 33Levou consigo Pedro, Tiago e João; e começou a ter pavor e a angustiar-se. 34Disse-lhes: A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai. 35Adiantando-se alguns passos, prostrou-se com a face por terra e orava que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. 36Aba! (Pai!), suplicava ele. Tudo te é possível; afasta de mim este cálice! Contudo, não se faça o que eu quero, senão o que tu queres. 37Em seguida, foi ter com seus discípulos e achou-os dormindo. Disse a Pedro: Simão, dormes? Não pudeste vigiar uma hora! 38Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca. 39Afastou-se outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras. 40Voltando, achou-os de novo dormindo, porque seus olhos estavam pesados; e não sabiam o que lhe responder. 41Voltando pela terceira vez, disse-lhes: Dormi e descansai. Basta! Veio a hora! O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. 42Levantai-vos e vamos! Aproxima-se o que me há de entregar. 43Ainda falava, quando chegou Judas Iscariotes, um dos Doze, e com ele um bando armado de espadas e cacetes, enviado pelos sumos sacerdotes, escribas e anciãos. 44Ora, o traidor tinha-lhes dado o seguinte sinal: Aquele a quem eu beijar é ele. Prendei-o e levai-o com cuidado. 45Assim que ele se aproximou de Jesus, disse: Rabi!, e o beijou. 46Lançaram-lhe as mãos e o prenderam. 47Um dos circunstantes tirou da espada, feriu o servo do sumo sacerdote e decepou-lhe a orelha. 48Mas Jesus tomou a palavra e disse-lhes: Como a um bandido, saístes com espadas e cacetes para prender-me! 49Entretanto, todos os dias estava convosco, ensinando no templo, e não me prendestes. Mas isso acontece para que se cumpram as Escrituras. 50Então todos o abandonaram e fugiram. 51Seguia-o um jovem coberto somente de um pano de linho; e prenderam-no. 52Mas, lançando ele de si o pano de linho, escapou-lhes despido. 53Conduziram Jesus à casa do sumo sacerdote, onde se reuniram todos os sacerdotes, escribas e anciãos. 54Pedro o foi seguindo de longe até dentro do pátio. Sentou-se junto do fogo com os servos e aquecia-se. 55Os sumos sacerdotes e todo o conselho buscavam algum testemunho contra Jesus, para o condenar à morte, mas não o achavam. 56Muitos diziam falsos testemunhos contra ele, mas seus depoimentos não concordavam. 57Levantaram-se, então, alguns e deram esse falso testemunho contra ele: 58Ouvimo-lo dizer: Eu destruirei este templo, feito por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, que não será feito por mãos de homens. 59Mas nem neste ponto eram coerentes os seus testemunhos. 60O sumo sacerdote levantou-se no meio da assembléia e perguntou a Jesus: Não respondes nada? O que é isto que dizem contra ti? 61Mas Jesus se calava e nada respondia. O sumo sacerdote tornou a perguntar-lhe: És tu o Cristo, o Filho de Deus bendito? 62Jesus respondeu: Eu o sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do poder de Deus, vindo sobre as nuvens do céu. 63O sumo sacerdote rasgou então as suas vestes. Para que desejamos ainda testemunhas?!, exclamou ele. 64Ouvistes a blasfêmia! Que vos parece? E unanimemente o julgaram merecedor da morte. 65Alguns começaram a cuspir nele, a tapar-lhe o rosto, a dar-lhe socos e a dizer-lhe: Adivinha! Os servos igualmente davam-lhe bofetadas. 66Estando Pedro embaixo, no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote. 67Ela fixou os olhos em Pedro, que se aquecia, e disse: Também tu estavas com Jesus de Nazaré. 68Ele negou: Não sei, nem compreendo o que dizes. E saiu para a entrada do pátio; e o galo cantou. 69A criada, que o vira, começou a dizer aos circunstantes: Este faz parte do grupo deles. 70Mas Pedro negou outra vez. Pouco depois, os que ali estavam diziam de novo a Pedro: Certamente tu és daqueles, pois és galileu. 71Então ele começou a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais. 72E imediatamente cantou o galo pela segunda vez. Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe havia dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. E, lembrando-se disso, rompeu em soluços.

15:1Logo pela manhã se reuniram os sumos sacerdotes com os anciãos, os escribas e com todo o conselho. E tendo amarrado Jesus, levaram-no e entregaram-no a Pilatos. 2Este lhe perguntou: És tu o rei dos judeus? Ele lhe respondeu: Sim. 3Os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas. 4Pilatos perguntou-lhe outra vez: Nada respondes? Vê de quantos delitos te acusam! 5Mas Jesus nada mais respondeu, de modo que Pilatos ficou admirado. 6Ora, costumava ele soltar-lhes em cada festa qualquer dos presos que pedissem. 7Havia na prisão um, chamado Barrabás, que fora preso com seus cúmplices, o qual na sedição perpetrara um homicídio. 8O povo que tinha subido começou a pedir-lhe aquilo que sempre lhes costumava conceder. 9Pilatos respondeu-lhes: Quereis que vos solte o rei dos judeus? 10(Porque sabia que os sumos sacerdotes o haviam entregue por inveja.) 11Mas os pontífices instigaram o povo para que pedissem de preferência que lhes soltasse Barrabás. 12Pilatos falou-lhes outra vez: E que quereis que eu faça daquele a quem chamais o rei dos judeus? 13Eles tornaram a gritar: Crucifica-o! 14Pilatos replicou: Mas que mal fez ele? Eles clamavam mais ainda: Crucifica-o! 15Querendo Pilatos satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás e entregou Jesus, depois de açoitado, para que fosse crucificado. 16Os soldados conduziram-no ao interior do pátio, isto é, ao pretório, onde convocaram toda a coorte. 17Vestiram Jesus de púrpura, teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na sua cabeça. 18E começaram a saudá-lo: Salve, rei dos judeus! 19Davam-lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e punham-se de joelhos como para homenageá-lo. 20Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe a púrpura, deram-lhe de novo as vestes e conduziram-no fora para o crucificar. 21Passava por ali certo homem de Cirene, chamado Simão, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, e obrigaram-no a que lhe levasse a cruz. 22Conduziram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer lugar do crânio. 23Deram-lhe de beber vinho misturado com mirra, mas ele não o aceitou. 24Depois de o terem crucificado, repartiram as suas vestes, tirando a sorte sobre elas, para ver o que tocaria a cada um. 25Era a hora terceira quando o crucificaram. 26A inscrição que motivava a sua condenação dizia: O rei dos judeus. 27Crucificaram com ele dois bandidos: um à sua direita e outro à esquerda. 28[Cumpriu-se assim a passagem da Escritura que diz: Ele foi contado entre os malfeitores (Is 53,12). 29Os que iam passando injuriavam-no e abanavam a cabeça, dizendo: Olá! Tu que destróis o templo e o reedificas em três dias, 30salva-te a ti mesmo! Desce da cruz! 31Desta maneira, escarneciam dele também os sumos sacerdotes e os escribas, dizendo uns para os outros: Salvou a outros e a si mesmo não pode salvar! 32Que o Cristo, rei de Israel, desça agora da cruz, para que vejamos e creiamos! Também os que haviam sido crucificados com ele o insultavam. 33Desde a hora sexta até a hora nona, houve trevas por toda a terra. 34E à hora nona Jesus bradou em alta voz: Elói, Elói, lammá sabactáni?, que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? 35Ouvindo isto, alguns dos circunstantes diziam: Ele chama por Elias! 36Um deles correu e ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta de uma vara, deu-lho para beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo. 37Jesus deu um grande brado e expirou. 38O véu do templo rasgou-se então de alto a baixo em duas partes. 39O centurião que estava diante de Jesus, ao ver que ele tinha expirado assim, disse: Este homem era realmente o Filho de Deus. 40Achavam-se ali também umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e Salomé, 41que o tinham seguido e o haviam assistido, quando ele estava na Galiléia; e muitas outras que haviam subido juntamente com ele a Jerusalém. 42Quando já era tarde - era a Preparação, isto é‚ é a véspera do sábado -, 43veio José de Arimatéia, ilustre membro do conselho, que também esperava o Reino de Deus; ele foi resoluto à presença de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44Pilatos admirou-se de que ele tivesse morrido tão depressa. E, chamando o centurião, perguntou se já havia muito tempo que Jesus tinha morrido. 45Obtida a resposta afirmativa do centurião, mandou dar-lhe o corpo. 46Depois de ter comprado um pano de linho, José tirou-o da cruz, envolveu-o no pano e depositou-o num sepulcro escavado na rocha, rolando uma pedra para fechar a entrada. 47Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o depositavam”.

Primeira Leitura: “Naqueles dias, 4O Senhor Deus deu-me a língua de um discípulo para que eu saiba reconfortar pela palavra o que está abatido. Cada manhã ele desperta meus ouvidos para que escute como discípulo; 5(o Senhor Deus abriu-me o ouvido) e eu não relutei, não me esquivei. 6Aos que me feriam, apresentei as espáduas, e as faces àqueles que me arrancavam a barba; não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros. 7Mas o Senhor Deus vem em meu auxílio: eis por que não me senti desonrado; enrijeci meu rosto como uma pedra, convicto de não ser desapontado” (Isaías 50, 4-7).

Segunda Leitura: “Naqueles dias Jesus Cristo, 6Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, 7mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. 8E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, 10para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. 11E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor” (Filipenses 2:6-11).

Salmo 21:1Ao mestre de canto. Segundo a melodia A corça da aurora. Salmo de Davi. 2Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? E permaneceis longe de minhas súplicas e de meus gemidos?  3Meu Deus, clamo de dia e não me respondeis; imploro de noite e não me atendeis. 4Entretanto, vós habitais em vosso santuário, vós que sois a glória de Israel. 5Nossos pais puseram sua confiança em vós, esperaram em vós e os livrastes. 6A vós clamaram e foram salvos; confiaram em vós e não foram confundidos. 7Eu, porém, sou um verme, não sou homem, o opróbrio de todos e a abjeção da plebe. 8Todos os que me vêem zombam de mim; dizem, meneando a cabeça: 9Esperou no Senhor, pois que ele o livre, que o salve, se o ama.  10Sim, fostes vós que me tirastes das entranhas de minha mãe e, seguro, me fizestes repousar em seu seio. 11Eu vos fui entregue desde o meu nascer, desde o ventre de minha mãe vós sois o meu Deus. 12Não fiqueis longe de mim, pois estou atribulado; vinde para perto de mim, porque não há quem me ajude. 13Cercam-me touros numerosos, rodeiam-me touros de Basã; 14contra mim eles abrem suas fauces, como o leão que ruge e arrebata. 15Derramo-me como água, todos os meus ossos se desconjuntam; meu coração tornou-se como cera, e derrete-se nas minhas entranhas. 16Minha garganta está seca qual barro cozido, pega-se no paladar a minha língua: vós me reduzistes ao pó da morte. 17Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Traspassaram minhas mãos e meus pés: 18poderia contar todos os meus ossos. Eles me olham e me observam com alegria, 19repartem entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica.  20Porém, vós, Senhor, não vos afasteis de mim; ó meu auxílio, bem depressa me ajudai. 21Livrai da espada a minha alma, e das garras dos cães a minha vida. 22Salvai-me a mim, mísero, das fauces do leão e dos chifres dos búfalos. 23Então, anunciarei vosso nome a meus irmãos, e vos louvarei no meio da assembléia.  24Vós que temeis o Senhor, louvai-o; vós todos, descendentes de Jacó, aclamai-o; temei-o, todos vós, estirpe de Israel, 25porque ele não rejeitou nem desprezou a miséria do infeliz, nem dele desviou a sua face, mas o ouviu, quando lhe suplicava. 26De vós procede o meu louvor na grande assembléia, cumprirei meus votos na presença dos que vos temem. 27Os pobres comerão e serão saciados; louvarão o Senhor aqueles que o procuram: Vivam para sempre os nossos corações. 28Hão de se lembrar do Senhor e a ele se converter todos os povos da terra; e diante dele se prostrarão todas as famílias das nações, 29porque a realeza pertence ao Senhor, e ele impera sobre as nações. 30Todos os que dormem no seio da terra o adorarão; diante dele se prostrarão os que retornam ao pó.  31Para ele viverá a minha alma, há de servi-lo minha descendência. Ela falará do Senhor às gerações futuras e proclamará sua justiça ao povo que vai nascer: Eis o que fez o Senhor”.

Vemos neste evangelho a trama para tirar a vida de um justo, vemos neste relato a morte de um inocente, presencia-se aqui a traição de um discípulo e o negar de outro, se vê aqui também o início da nossa salvação. Quando o Justo foi à morte foi pelos injustos, ao ressuscitar, o Justo decretou que os injustos pelo arrependimento podem ser salvos e ter vida eterna.

Que maravilhoso seria se muitos tivessem a língua de um discípulo para que soubessem reconfortar os que sofrem com palavras. Que bom se pelas palavras do evangelho muitos que estivessem abatidos encontrassem força, passassem a confiar na misericórdia do Senhor Deus. Se a cada manhã o Senhor  despertasse nossos ouvidos para ouvi-lo,  para que escutássemos os que sofrem, por certo o mundo seria de paz, seríamos como os seus discípulos, faríamos no mundo maravilhas.

O Senhor Jesus aos que o feriram ofertou-lhes o seu perdão, àqueles que batiam em seu rosto Ele não desviava o rosto dos ultrajes e dos escarros. Foi ao calvário calado, em alguns momentos até confortava alguns, o Senhor Deus a tudo via, eis porque o seu Filho não se sentiu desonrado, ele fazia a vontade do Pai.

Sendo Jesus de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, aniquilou a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens foi à cruz para ali remir os pecados do mundo.  Como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte ao seu Pai divino, foi à morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes. Fez isto para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor. Amém.

Em 05.04.2009

Wilame Lima Silva

 

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