“Ó Deus do meu louvor, não te cales, Pois a
boca do ímpio e a boca do enganador estão abertas contra mim. Têm falado
contra mim com uma língua mentirosa. Eles me cercaram com palavras
odiosas, e pelejaram contra mim sem causa. Em recompensa do meu amor são
meus adversários; mas eu faço oração. E me deram mal pelo bem, e ódio
pelo meu amor. Põe sobre ele um ímpio, e Satanás esteja à sua direita.
Quando for julgado, saia condenado; e a sua oração se lhe torne em
pecado. Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício. 9 Sejam
órfãos os seus filhos, e viúva sua mulher. Sejam vagabundos e pedintes
os seus filhos, e busquem pão fora dos seus lugares desolados. Lance o
credor mão de tudo quanto tenha, e despojem os estranhos o seu trabalho.Näo
haja ninguém que se compadeça dele, nem haja quem favoreça os seus
órfãos. Desapareça a sua posteridade, o seu nome seja apagado na
seguinte geração” (Salmo 109:1-13).
São alguns dos versos do Salmo
109.
Amados, aqui o
salmista mostrava todo o seu descontentamento com o seu inimigo, aqui
nota-se que o salmista já havia sofrido perseguições, calúnias,
difamações demais, a sua alma
estava em tremenda angústia, e dentro em si o
furor se fazia presente em seu coração
contra aqueles que atentavam contra sua
vida, sua dignidade, sem causa, mentirosamente.
Muitos podem dizer: a bíblia é um livro inspirado
por Deus, como pode Deus deixar que tais palavras fossem ditas pelo salmista,
escritas no livro de Deus, a Bíblia? Amados,
aqui não são palavras de Deus, são ensinamentos de Deus, as
palavras aqui proferidas são palavras de um homem em salmo ao Senhor, foram
inspirações de Deus? Sim, para que chegando até nós tivéssemos nelas
certos discernimentos. Este salmista vivia aqui o
seu momento de dor, de pesar, de angústias
expressas a Deus sem mentiras, aí
está a inspiração de Deus, devemos chegar
a Deus sem mentiras dizendo verdadeiramente o que se passa em nosso coração.
O salmista regurgita o que está em seu
coração, ele não vai a Deus com palavras mentirosas, dizendo:
“tem misericórdia, Senhor, dos meus
adversários que falam contra mim, mas
são gente boa, multiplica seus dias, aumenta seus ganhos terrenos,
dai-lhes a paz”. Quantos não são assim? Pensam
enganar a Deus com palavras de mansidão, tentam se passar por bons aos olhos
de Deus com mentiras, tentando dar uma de bonzinhos
encobrem o que de fato almeja seu coração,
como se Deus não sondasse os corações. O salmista foi verdadeiro em seu
falar.
O salmista é
leal para com Deus, neste instante ele está
dizendo: “Senhor, já não aguento
mais, Senhor, estão vindo contra mim com
pesadas mentiras, querem me levar à morte com mentiras, querem me tirar tudo
inventando inverdades, investem contra mim como se eu fosse o mais infiel
pecador, não, Senhor,
eu já não suporto mais, só tu podes me defender”.
É, amados, o
Salmista é leal para com Deus, no pedido
contra os seus adversários, ele não esconde a mágoa
em seu coração contra os que o atormentam por dia e noite.
Na
sinceridade do pedido do salmista podemos ver
também que ele é sincero quando diz:
“Mas tu, ó Deus, ó meu Senhor,
trata comigo por amor do teu nome, porque a tua misericórdia é boa,
livra-me, Pois estou aflito e necessitado, e o meu coração está ferido
dentro de mim. Vou-me como a sombra que declina; sou sacudido como o
gafanhoto. De jejuar estão enfraquecidos os meus joelhos, e a minha carne
emagrece. E ainda lhes sou opróbrio; quando me contemplam, movem as cabeças.
Ajuda-me, ó Senhor meu Deus, salva-me
segundo a tua misericórdia. Para que saibam que esta é a tua mão, e que tu,
Senhor, o fizeste. Amaldiçoem eles, mas
abençoa tu; quando se levantarem fiquem confundidos; e alegre-se o teu
servo. Vistam-se os meus adversários de vergonha, e cubram-se com a sua
própria confusão como com uma capa. Louvarei grandemente ao Senhor
com a minha boca; louva-lo-ei entre a multidão.
Pois se porá à direita do pobre, para o livrar dos que condenam a sua alma”
(Salmo 109:21-31). O salmista é leal em seu
pedido, sua confissão a Deus, podemos ter
certeza, é leal, ele jejua,
ele busca a Deus em constante oração, os seus joelhos estão enfraquecidos
pelos jejuns feitos, o seu coração em aflição
espera do Senhor a misericórdia que ele sabe que
o Senhor tem para dar a todos que o buscam de todo o coração. Quantas das
vezes não estamos assim? Quantas das vezes não é esta a oração que
queremos fazer? É, amados,
somos frágeis pecadores, o salmista também era e na angústia
do seu coração profere palavras que podemos dizer que não deveriam
ser ditas ou pedidas a Deus, mas não esqueçamos,
suas palavras foram verdadeiras.
É, amados,
são fantásticas as obras de Deus, são fantásticos
os seus ensinamentos, se Jesus nos manda amar e orar pelos que nos
perseguem, devemos fazer a vontade do Senhor. O que
não devemos é deixar de saber que as
nossas orações devem ser sempre leais, que não estejamos mentindo em frente
ao Senhor pensando que o enganamos, mas
procedamos com lealdade e verdade nos nossos pedidos
como foi sincero e leal o salmista. Amém.