Nos momentos de ira pelo mal que estamos passando pensamos que Deus não
vê os nossos sofrimentos, as nossas dores, em momentos conturbados e
aflitivos perguntamos onde está este Deus que alguns vivem a proclamar
como o Senhor da bondade, da misericórdia, do amor. Cadê este Deus que a
mim não chega?
É triste
quando as pessoas pensam assim, quando entram em contenda com Deus, pois
nestas horas se vê a falta total da fé, do conhecimento de Deus, por parte
de muitos, no sofrimento em que estes se encontram passam a criticar a Deus
e a todos aqueles que trazem ofertas deste Deus, que sabemos quão
maravilhoso Ele é.
Perguntaríamos: O que Deus fez a estes? Quem lhes deu o sofrimento, a dor,
foi Deus? O mal que sobre estes se abateu foi Deus que construiu? Muitos
vivem a culpar a Deus por coisas que Deus não fez. Por que ser tão cruel com
Deus? Deus que dando livre arbítrio ao homem não interfere em suas escolhas.
Os homens, são estes que muitas das vezes buscam seus próprios males, e
depois passam a culpar a Deus.
Revistam-se, homens de coragem, olhem para dentro de si mesmos e vejam se
muito dos seus sofrimentos não foram por vocês próprios construídos.
Revistam-se de coragem e em uma análise profunda vejam se têm o direito de
estar culpando Deus pela dor que passam.
O que
tens que fazer agora, na hora da dor por que passas, dor que tu próprio
construíste, é lutar para saná-la, para tirar de você. O que tens que fazer
agora não é culpar Deus, é voltar-se para ele em humildade, pois ele vai te
atender dando-te libertação naquilo que você próprio trouxe para si, o mal,
ele sem nada ter a ver com teu sofrimento vai tomar as tuas dores para si,
vai te dar paz, vai te trazer novamente a vitória, veja que Deus bom tu tens
e não enxergas, Deus a quem vives a criticar e a ofender.
Alguns
profetas assim também como tu, servo revoltado, criticaram a Deus, foram
fracos e Deus entristecido lhes deu palavras, palavras estas que
pronunciadas agora podem te trazer alertas nesta hora, hora da tua revolta
contra Deus.
Disse o
profeta Jeremias certa feita: “Justo és, ó Senhor, ainda quando eu
pleiteio contigo; contudo pleitearei a minha causa diante de ti. Por que
prospera o caminho dos ímpios? Por que vivem em paz todos os que procedem
aleivosamente?” (Jeremias 12:1). Jeremias talvez não se contentasse em
ver tantos que procedem injustamente prosperando na Terra, com palavras
doces criticava a Deus, e Deus vendo seu coração rancoroso lhe diz: “Se
te fatigas correndo com homens que vão a pé, então como poderás competir com
cavalos? Se foges numa terra de paz, como hás de fazer na soberba do
Jordão?” (Jeremias 12:5).
É,
amados, se nos fadigamos, nos irritamos com males que nós próprios
cometemos, como podemos ter a misericórdia daqueles que vêm contra nós? Se
nós não enxergamos os nossos próprios erros e incriminamos a Deus por eles,
como poderíamos ver os erros alheios para ter misericórdia de muitos? O que
não faríamos se outros contra nós pecassem? Talvez por termos uma natureza
má pensemos ser Deus imitação nossa. Não é assim não, amados.
Se nos
abatemos com pequenas coisas, com pequenos ocorridos danosos em nossa vida,
como suportaremos as imensas dores? Ao contrário de criticarmos a Deus,
vamos refletir melhor, vamos ver que Deus nada tem a ver com os males do
mundo, estes males são pela própria humanidade inventados, feitos, criados,
se sofremos é por conseqüência nossa e não de Deus.
Se
sofremos é porque somos desobedientes a Deus, se sofremos é porque não
buscamos praticar o que ele nos determina a fazer, se sofremos é porque nos
distanciamos de Deus, buscamos fazer a coisa sempre a nosso ver, pela nossa
vontade, e quando caímos, aí sim, buscamos a Deus e muitas das vezes
enfurecidos, sendo críticos ferozes.
Amados,
em todas as horas da nossa vida não vamos deixar que o sofrimento, a dor, as
angústias, os malefícios do mundo nos afastem de Deus, em tudo, em todas as
horas, estejamos sóbrios e crentes, Deus quer de nós o melhor, busca para
nós o melhor, nos quer dar a melhor oferta, deixemos a insanidade de querer
criticar a Deus, fazer de Deus nosso servo para nos servir como mordomo
nosso, nós é que devemos ser mordomos de Deus, atendentes dele em tudo, e
não Ele nosso.