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Jardineiros na Terra


Todos nós temos problemas, às vezes o nosso sucesso, a nossa felicidade depende da boa vontade de alguém, de alguma coisa. Se analisarmos bem, somos carentes muitas das vezes de tudo, da natureza, dos seres humanos, dos animais ditos irracionais para vivermos, estes últimos nos fornecendo a carne como um alimento que comemos. Da natureza tiramos o ar que respiramos, a água que bebemos e outros mais. O homem é um ser social, sendo um ser social tem que estar interagindo com outros seres para um viver salutar. Então somos sim seres dependentes dos demais ou de todas as coisas.

Mas apesar desta dependência nos tornamos ranzinzas, mesquinhos, não sabemos praticar o “vosso reino”, só aprendemos o “venha a nós”, aí fica difícil de termos uma raça perfeita, tendo longevidade de vida por viver em paz com todos. O ser humano esqueceu o viver servindo e sendo servido de forma mútua, formando uma união, um entrelaçamento de ajudas que produzirá a paz e a fraternidade duradoura, dando-nos a longevidade, a longa vida.

No mundo se vê milhares cheios de ódio, da ganância, da intolerância contra os demais, sobrecarregados de todos os tipos de pecado, deformados por enfermidades mostradas no corpo e na mente. O mundo tornou-se desde séculos atrás um lugar carente de algo que vindo a ele o tornasse melhor de se viver, melhorasse as pessoas e as fizessem ser jardineiros, cultivando não um ambiente de guerra, mas de jardineiros que ornando-a de forma maravilhosa, tornando-a um lugar paradisíaco, não matassem, não destruíssem, não construíssem nela uma paisagem de guerra onde a morte e a destruição é o cenário principal.

No mundo um jardineiro passou, e em cada lugar que passava efetuava uma obra maravilhosa, Jesus foi este jardineiro, Jesus ofertou perdão, alimentou outros que morriam de fome espiritual e física, curou centenas de deformados por enfermidades diversas no corpo e na mente, afugentou espíritos maus que dominavam e tratavam como escravo o ser humano, os oprimidos do diabo ele libertou, enfim, Jesus executou uma obra na Terra que a muitos maravilhou, tanto que centenas, milhares o seguiam, onde Ele chegava uma multidão se formava querendo ver e sentir os poderes daquele homem que se dizia, e nós sabemos, é o filho de Deus.

Este Jesus, além de praticar o bem, trazer à Terra algo bom, ser um jardineiro perfeito, nela buscou alguns discípulos para que sua obra não morresse, a finalidade deste homem, Deus, Jesus, era salvar a humanidade da sua parte podre, e assim Ele fez, Ele tinha que, por ordem do Pai, ir à cruz, padecer nela, não pelo que havia cometido, mas pelos pecados que o mundo havia praticado, e assim Ele o fez, foi à cruz, lá morreu. Antes de nela estar foi escarnecido, zombado, cuspido, ultrajado em sua dignidade de filho de Deus, até pregado na cruz, em nada este homem irou-se, maldisse o mundo, não criticou ninguém, somente sentiu sua dor, acalmou a alguns mesmo com a cruz pesada sobre os ombros, e na hora derradeira pediu ao Pai que perdoasse aqueles que o matavam, pois eles “não sabiam o que faziam”.

Amigos, este homem ressuscitou, Jesus depois de três dias na túmulo volta e fala novamente com aos seus, orienta a seus seguidores, seus discípulos para que continuasse sua obra, disse que saíssem ao mundo ensinando o que Ele os havia ensinado, e assim se fez, a estes seguidores de Cristo deu-se o nome de cristãos.

Os cristãos deveriam ser os novos jardineiros terrenos, mas e aí, todos o são? Não, nem todos são, existem cristãos em muitos lugares praticando a perversão da própria fé, atos manifestos por pessoas formadas na lei de Deus saltam aos nossos olhos trazendo a vergonha, o nojo, a descrença, pessoas  com  práticas sangrentas se dizem cristãs, dando ao mundo a impressão dum Deus desejoso de sangue, o que é inaceitável. Por falta de sensibilidade, de fé, e do conhecimento do valor teológico e espiritual dos mandos de Deus, de alguns ainda se aceitam certos fatos, mas de outros não.

Irmãos, ao aceitarmos o senhorio de Jesus recebemos o Espírito Santo, os nossos pecados são perdoados, somos recebidos como filhos de Deus, e se somos filhos, somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo: “E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Romanos 8:17). Passamos da morte espiritual para a vida espiritual “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte. (1João 3:14) somos novas criaturas “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Coríntios 5:17);  o diabo se afasta de nós. Muitos, apesar de se dizerem Cristãos, não são nada disto, não demonstram em suas obras serem imitadores do Jardineiro principal, aquele que veio limpar o mundo do seu pecado, Jesus Cristo.

Amados, os cristãos deveriam ser os jardineiros da Terra, sendo assim muitos não estariam mais sujeitos às maldições: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. 36 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:32.36). Os cristãos poderiam ser o sal do mundo, usar o nome de Jesus para fazer maravilhas, curar enfermos e expulsar demônios, trazer a salvação sem dar demonstração de ganância, poderiam levar ao mundo um relacionamento pessoal com o Pai e com Jesus como Senhor e Salvador, mas infelizmente muitos dizem “sou cristão”, mas na verdade não são nada, deveriam ser jardineiros como Cristo foi, mas tornam-se às vezes pragas humanas destruindo o jardim ao qual Cristo deu a vida. Amém.

Em 24.06.2009
Wilame Lima Silva

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