O Livro de Provérbios nos diz: “O ódio excita contendas; mas o amor
cobre todas as transgressões”. (Provérbios 10:12). Amigos,
entendamos que o amor é capaz de desfazer todos os males, todas as
intrigas, todas as guerras, todas as desuniões, todos os
descontentamentos. O amor é capaz de modificar tudo de ruim que possa
existir em vidas e vidas, de transformar tudo que de mau existe na Terra
trazendo-lhe a paz. O amor, amigos, saibamos é Deus, Deus é amor.
Dizia o
Aristóteles que o amor é formado de uma só alma, habitando dois corpos,
transferindo alma para espírito poderíamos dizer: “O amor é formado de um só
espírito habitando dois corpos, visível e invisível”. O amor é Deus
habitando em nós, quando amamos somos habitação de Deus que se faz um só em
nós, portanto, amados, amemos mais e saiamos ao mundo demonstrando amor,
plantando amor, se derramando em amores para todos, saiamos ao mundo com
Deus habitando em nós, sendo um em nós.
Por que
o mundo está tão feio? Por que está tão briguento? Por que atitudes como a
da Coréia, Irã e outros países mais, buscando mais e mais a tecnologia para
fabricação de armas atômicas, armas de destruição em massa? Pela falta de
amor, pois se todos estivessem imbuídos no amor, buscavam-se soluções,
meios, conversações para destruir todas as armas, não para fabricá-las.
O amor é
um ato de fé. Muita fé, muito amor; pouca fé, pouco amor. Se o amor é Deus,
os homens deixando de acreditar em Deus não acreditam que o amor pode ser
solução para tudo, daí partem para os conflitos, invasões, mortes aos
milhares, atacam os demais sem pensar que prática sem amor provoca o revide
mau, e aí os homens vão destruindo seus semelhantes e a Terra, sua
habitação, suas atitudes de desamor vão culminar no fim total. Temos que ter
amor para com a natureza, rios, lagos, mares, plantas, plantinhas e
florestas, animais racionais e irracionais, com o amor em nós nos
transformamos em deuses, passamos a ser ecologistas santos, amamos a tudo e
a todos com o mesmo amor com que nos amamos, não destruiremos, mas
plantaremos, faremos brotar, exporemos ao mundo a luz que é vida, lutaremos
pela luz presente em tudo e em todos, daremos um não à destruição, extinção,
neste campo queremos só a extinção do mal, do desamor, daremos um sim à
vida, à renovação, ao viver saudável e cheio de paz.
“Melhor é um prato de hortaliça, onde há amor, do que o boi gordo, e com ele
o ódio”. (Provérbios 15:17). A ganância traz destruição, causa morte,
extinção, melhor minha vida de pobre, mas com paz, saúde em meu lar, do que
minha vida de riqueza com contendas à mesa e doentes no leito. O amor produz
inspirações boas, todos nós deveríamos lutar para ter o amor presente sempre
em nós. Diriam alguns: “mas é difícil”; ninguém disse que é fácil. E
justamente por ser tão difícil, quase impossível, que devemos procurar
praticar o amor sempre, a amorosidade sempre, desde já e sempre ensinar os
nossos filhos a terem eles sempre presente em seus coraçãozinhos o amor,
ensinar ao mundo que o mal é fácil de se adquirir, pois esta é a raiz
que brota do mundo, a raiz que brota do céu é a raiz do amor, as ofertas do
mundo são mágicas e enganosamente maravilhosas, as ofertas do céu parecem
ser difíceis de serem cumpridas, estas muitas das vezes não atraem, são por
muitos detestadas.
Justamente por parecerem difíceis de praticar, cumprir as ofertas do céu às
vezes torna-se angustiante, muita coisa tem que se deixar para trás, fazer a
opção, bem e mal, por isso é que muitos desprezam o amor. Mas aos que
perseverarem em tê-lo, maravilhas, rios de alegrias, a paz se enraizará em
seus corações dando-lhes uma vida de bênçãos.
O ser
humano habituou-se a servir a tudo e a todos, a raiz do céu faz crescer em
nós a fé que determina servir a um só Senhor, termos o amor a um só Senhor
trino e uno, o Pai, o Filho e o Espírito Santo santificando nossa alma,
nossa vida em um todo. Quando queremos tudo ficamos sem nada, “ninguém
pode servir a dois senhores” (Mateus 6:24), disse Jesus, a opção pelo
amor é a opção a um só Senhor, aquele que pode tudo em todos, do nada faz
tudo e do tudo faz nada.
“As
muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém
oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado”.
(Cânticos dos Cânticos 8:7).
O amor,
o verdadeiro amor não é egoísta, é um ato de doar, de se doar, devemos amar
não apenas com o desejo de agradar outra pessoa, mas que isto produza também
em nós mesmos algo maravilhoso. Agradar aos outros somente sem nos
agradarmos produz desânimo, o amor presente em nós não deve produzir
desânimo, e sim alegrias, alegrias a nós e aos outros, enfim, a todos que
nos rodeiam. O verdadeiro amor dá sempre o primeiro passo para a
reconciliação rápida, ainda que não tenha certeza se esta reconciliação
acontecerá, mesmo que seja algo bom incompreendido na sua proposta, o amor
verdadeiro não se conforma com brigas, desunião, intrigas, busca de alguma
forma trazer aos outros o bem, sendo grande busca ser simples mesmo diante
dos arrogantes.
Diante
dos desentendimentos, o verdadeiro amor busca a conciliação, a construção da
paz. O amor verdadeiro nasce e cresce a partir do coração de Deus e chega
até nós pela vontade dos céus, isto acontece quando há a busca incessante
por Deus em orações fervorosas.
Enfim,
“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse
amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. E ainda que
tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência,
e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e
não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse todos os meus bens
para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser
queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor,
é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se
ensoberbece, 5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios
interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a
injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera,
tudo suporta. O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas;
havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte
conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito,
então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, pensava como
menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a
face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também
sou plenamente conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor,
estes três; mas o maior destes é o amor” (1Coríntios 13:1-13).